quarta-feira, 11 de maio de 2016

Revisão: Instrumentos de Percussão!

perc
Em sua maioria simples e artesanais, os instrumentos de percussão são os mais antigos que existem, cuja função é enriquecer o contexto musical das músicas populares e Orquestras Sinfônicas, devido à variedade de sons que oferecem. Sua produção sonora vai desde o mais simples ataque à “raspagem” e agitação do instrumento.
O papel do percussionista é o de conferir textura rítmica às músicas – ou seja, mantendo o ritmo, mas caracterizando, tornando a música única. Faz até intervenções esporádicas - afirmando a sua personalidade -, e solos em que explora sua criatividade, “abusando” da variedade sonoro proporcionada pelos instrumentos. A variedade de instrumentos de percussão é imensa, e as possibilidades de combinação entre eles é praticamente infinita – cabendo ao músico a criatividade e talento para combiná-los.
Presente nas World Musics, New Waves, eruditas, músicas populares e até mesmo eletrônicas, a percussão não tem limites estabelecidos, atingindo tanto o contexto rítmico quanto o harmônico (como no caso dos xilofones e sinos). Para efeito de visualização, listamos abaixo alguns itens desse universo musical da percussão. A maioria dos listados são de fabricação puramente artesanal, por ser uma tradição do mundo da percussão. Confira:
Tambores:
Congas
congas
É um tambor originário de cuba, comprido, feito de casco parecido com um barril, tradicionalmente usado em duo ou trio. As peles são esticadas por canoplas, que substituíram as cordas, que eram usadas antigamente. Seu som ecoa entre o médio e o grave, com um timbre característico da pele de búfalo. Seu corpo é feito de diferentes madeiras, tais como cerejeiras, angelim ou carvalho – e até de fibra de carbono. É mais usada em ritmos latinos, como o merengue, salsa, moçambique e a conga. É o instrumento responsável pela marcação da base rítmica principal.
Bongô
bongo
Também originário de Cuba, os bongos são dois tambores conectados, de forma cônica, numa estrutura de várias peças que formam algo semelhante a um barril, ou até corpos inteiriços, feitos de cabaça. Possui o tambor chamado “fêmea” (mais agudo) e o “macho” (mais grave). As peles mais utilizadas são as de gado ou de cabra. Seu timbre varia com a forma de ataque, sendo um timbre mais abafado com a palma da mão ou mais brilhante com a ponta dos dedos. Junto com as congas, compõem a textura sonora do merengue, da salsa e da conga – tradicionalmente latinos.
Atabaque
atabaqueImportado pelos escravos africanos, sua origem remonta os rituais das religiões de matriz africana. Seu corpo é tradicionalmente cônico, variando bastante na madeira – pode ser de bambu, carvalho, mdf. Seu toque é repicado, mantendo o ritmo base, mas com constantes viradas na mudança de compasso. Popularmente é utilizado nos ritmos que acompanham a capoeira, o samba, o Axé Music.
Djembê
djembeTambém de matriz africana, o Djembê possui um corpo inteiriço na forma de cálice. Seu corpo vai desde cabaça até madeiras nobres. Sua pele é larga, variando entre 25 cm a 40 cm de diâmetro, tradicionalmente tensionado por cordas. Devido à largura de sua pele, vários tons diferentes podem ser alcançados! Se o impacto for próximo ao centro, o som é mais grave e vibrante. Se for próximo à borda, o som será bem agudo, quase metálico. Seu uso popular é bem diversificado, sendo aplicado em músicas latinas em geral. Porém, o uso mais comum é nas músicas dançantes, sendo ele o principal condutor da percussão.
Raspados:
Cuíca
cuicaA cuíca é a percussão que mais parece um tambor de impacto, porém, ele é composto por uma haste de madeira conectado à membrana de couro – a “pele” do tambor. Seu som é obtido mediante a fricção entre um pano molhado e a haste, pressionando a parte externa da pele com o dedo. Quanto mais perto do centro for o dedo, mais agudo é o som. Os ritmos que articulam a cuíca são os de rápida percussão, como o samba, o axé, o xaxado, dançantes em geral

Reco-reco
OLYMPUS DIGITAL CAMERAInstrumento latino mais comum de raspagem, o reco-reco possui duas versões, sendo a brasileira feita de aço, e a latina geral, feita de madeira, cabaça ou bambu. De construção simples, é o instrumento mais comum para o acompanhando da maioria das músicas, da latina às étnicas, do samba ao mpb. Na versão brasileira, é feita com molas de aço esticadas, onde é possível utilizar-se da reverberação prolongada nas molas após a fricção ou abafá-las com a mão que segura o instrumento.
Afuche/Xequere
xequere
O Afuche, também chamado de Xequerê, é um instrumento de origem africana, sendo sua versão artesanal composto por uma cabaça envolta em uma rede de sementes ou contas. Seu som depende da forma da cabaça, sendo cada instrumento único – porém, sempre com timbres médios. Seu toque é feito pela raspagem ou pela sua agitação. É um instrumento de efeito, raramente utilizado no intuito de manter a base rítmica.
Violino

violino é um instrumento musical, classificado como instrumento de cordas friccionadas. É o mais agudo dos instrumentos de sua família (que ainda possui a viola, o violoncelo, correspondendo ao Soprano da voz humana. O contrabaixo é considerado um primo afastado do violino. Ao contrário do que se pensa, o contrabaixo não vem do violino, mas da viola da gamba. O violino possui quatro cordas, com afinação da mais aguda à mais grave: Mi5, Lá4, Ré4 e Sol3. O timbre do violino é agudo, brilhante e estridente, mas dependendo do encordamento utilizado, podem-se produzir timbres mais aveludados. O som geralmente é produzido pela acção de friccionar as cerdas de um arco de madeira sobre as cordas. Também pode ser executado beliscando ou dedilhando as cordas (pizzicato), pela fricção da parte de madeira do arco (col legno), ou mesmo por percussão com os dedos ou com a parte de trás do arco.

Assim como outros instrumentos de cordas, os violinos também podem ser amplificados eletronicamente. A sua utilização mais comum é nos naipes de cordas das orquestras. O género mais comum é a música erudita. Existem no entanto diversos músicos que o utilizam na música folclórica, jazz, rock e outros géneros populares.
Na orquestra, o líder do naipe de primeiros-violinos é chamado de spalla. Depois do maestro, ele é o comandante da orquestra. O spalla fica à esquerda do maestro, logo na primeiraestante do naipe dos primeiros-violinos.
Esticada na parte inferior do arco estão as cerdas, que são feitas de vários fios de crina de cavalo, ou de material sintético.

A extensão do violino é do Sol2 (mais grave e a última corda solta), ao Sol6 (3 notas antes da mais aguda que se pode ouvir).
Viola
viola (também chamada "alto" ou "viola de arco") é um instrumento musical da mesma família do violino (de arco e quatro cordas) e visualmente se assemelha a este (inclusive na maneira de se tocar), entretanto possui um som mais encorpado, doce, menos estridente e mais grave, sua altura é intermediária entre o violino e o violoncelo. Além destes três instrumentos, a família dos instrumentos de cordasfriccionadas por arco possui o contrabaixo.
Assim como outros instrumentos de cordas, as violas também podem ser amplificadas eletronicamente. Muitos a utilizam na música popular, jazz, rock, sua utilização mais comum é na música clássica, principalmente em naipes de cordas de orquestras, ou em formações camerísticas como o quarteto de cordas.
Guitarra
O nome guitarra refere-se a uma série de instrumentos de cordas dedilhadas, que possuem geralmente de 6 a 12 cordas tensionadas ao longo do instrumento e possuem um corpo com formato aproximado de um 8 (embora também existam em diversos outros formatos), além de um braço, sobre o qual as cordas passam, permitindo ao executante controlar a altura danota produzida. Existem versões acústicas, que possuem caixa de ressonância e elétricas, que podem ou não possuir caixa de ressonância (ver: guitarra semiacústica), mas utilizam captadores e amplificadores para aumentar a intensidade sonora do instrumento.
As guitarras, bem como a maior parte dos instrumentos de cordas são construídas peloluthier. O músico que a executa é chamado guitarrista.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Instrumentos de cordas

Nos cordofones o som é provocado pela vibração de parte do instrumento: as cordas, quando friccionadas, pinçadas ou percutidas. 

Exemplos:

Cavaquinho

O cavaquinho, braguinha, braga, machete, machetinho ou machete-de-braga é um instrumento cordofone que soa por dedilhado, menor que a viola (guitarra, violão), de grande popularidade como acompanhador e mesmo solista nas orquestras do povo. O ponto é dividido em 17 trastos; tem quatro cordas de tripa ou de metal, afinadas normalmente em ré-si-sol-sol, mi-dó#-lá-lá, mi-ré-si-sol, ré-si-sol-ré ou, mais raramente, em mi-si-sol-ré (este mais utilizado por pessoas que já tocam violão e não querem ter que aprender outros acordes). O efeito assemelha-se ao do bandolim ou da bandurrilha. É um instrumento fundamental nas tunas académicas em Portugal, normalmente com a afinação ré-si-lá-mi.
O cavaquinho, segundo Gonçalo Sampaio, é procedente de Braga, tendo sido criado pelosBiscainhos. O cavaquinho tem uma afinação própria da cidade de Braga que é ré-lá-si-mi.


Além de Portugal, é usado em Cabo Verde, Moçambique e Brasil.


No Brasil esse instrumento é usado nas congadas paulistas e forma historicamente o conjunto básico, junto com o bandolim, a flauta e o violão, para execução de choros. Waldir Azevedo é o mais conhecido músico de choro que tocava esse instrumento. Considerado, ainda em vida deste, como seu sucessor, o músico paulista Roberto Barbosa, mais conhecido por Canhotinho, é hoje considerado uma das principais referências no instrumento, por ter aprimorado a técnica deixada por Waldir Azevedo. Canhotinho é há cerca de 40 anos o arranjador do renomado conjunto de samba Demônios da Garoa.
As ilhas do Havaí têm um instrumento similar ao cavaquinho chamado ukulele, também com quatro cordas e um formato semelhante ao do cavaquinho, que se julga ser uma alteração do cavaquinho, trazido por emigrantes portugueses em 1879.


Actualmente o cavaquinho é instrumento obrigatório nas rodas de samba e afins como nos desfiles das escolas de samba espalhadas pelo mundo fora.